quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Quem Foi Buda ?


A) Nascimento

Segundo consta nos livros de história, Buda nasceu príncipe, filho do rei Sudhodana, na Cidade de Kapilavastu, no reino dos Sakyas, no sopé do Himalaia, no ano de 563 a.c. A esse menino foi dado o nome de Siddhartha Gautama.

Sua mãe, Maya, morre inesperadamente, pouco tempo após o nascimento do príncipe e este foi, então, criado pela irmã mais nova da rainha, Mahaprajapati.

E assim, como pouco a pouco brilha cada vez mais a luz da lua, a régia criança cresceu dia a dia em espírito e corpo.

O rei, preocupado com o futuro do seu Filho, dá-lhe treinos especiais em artes literárias e militares. A brilhante habilidade do príncipe capacitou-o a dominar todas essas artes, tomando-se num homem de notável personalidade e qualificando-o a ser um grande rei.

Desta forma Sidhartha é educado para ser herdeiro do trono, bastante distanciado do convívio e dos problemas de seu país e em meio ao conforto, luxo e prazeres da vida palaciana.

Como era dos costumes indianos, casa-se muito jovem com a princesa Yasodhara, com quem tem um filho, chamado Rahula.

O rei manda construir três magníficos palácios; um de madeira de cedro, para os dias de inverno; outro de mármore betado, para a estação chuvosa e outro de ladrilhos cozidos para o Outono.

O Príncipe viveu mergulhado nas rodas de música, dança e prazeres, mas sempre seus pensamentos volviam para o problema do sofrimento, quando tentava, melancolicamente compreender o verdadeiro significado da vida humana.

B) Renúncia

Torna-se difícil determinar o que seja verdadeiramente história, do que, mais tarde, foi acrescentado como mito na vida do Fundador do Budismo. Mas há uma passagem em sua vida que é costumeiramente contada como sendo a causa da sua decisão ao início do sacerdócio.

Trata-se das quatro constatações que o príncipe teve em suas quatro primeiras saídas pelos quatro principais portões do palácio (norte, sul, leste e oeste) quando avistou, um parto, um idoso, um doente e um funeral.

O futuro Buda, então, conhece, dessa forma, simultaneamente, a dor do nascimento, doença e da morte, e o tempo que tudo consome, e sofre um grande abalo ao constatar que o homem está invariavelmente sujeito a todos esses sofrimentos.

Estas seriam as marcas de fogo que, como molas propulsoras despertariam no futuro Buda a ânsia por uma resposta ante a dor, ante a morte, o nascimento e o sentimento da vida que navega num mar de constante construção e destruição. E em busca destas respostas, aos 29 anos de idade, o príncipe, deixa sua casa, juntamente com o conforto do lar, honrarias e riquezas.

C) Prática Ascética

Sidhartha cortou sua bela cabeleira e trocou as régias vestimentas pelo rústico burel amarelo. Vagou pelas estradas esmolando de concha na mão. Mas a pobreza de seu aspecto não podia encobrir a majestade de seu espírito e seu fervoroso anseio pela verdade.

Uniu-se a um grupo de monges penitentes que, acreditando ser o corpo fonte de todos os pecados, realizavam extremos ascetismos, castigando suas costas e membros, como meio de purificação pela auto-flagelação.

Durante seis anos sacrificou-se de todas as maneiras e compreendeu que, torturando seu corpo, não estava libertando seu espírito, mas sim, apenas oprimindo-o.

Assim, rejeita o ascetismo e refortalece o seu corpo com o arroz cozido recebido como oferenda de uma piedosa mulher de uma aldeia próxima.

Os cinco monges que acompanhavam-no, vendo com consternação, o príncipe aceitar o alimento, julgam que ele havia se degenerado, escandalizados, o abandonam à própria sorte.

D) A Iluminação

O príncipe, assim, foi deixado sozinho. Encontrava-se ainda combalido, mas, mesmo com risco à própria vida, decidido e firme, inicia, à sombra da colossal árvore Bodaidyu , a "Figueira da Iluminação" , um novo período de meditação.

"Mesmo que o sangue se esgote, mesmo que a carne se decomponha, mesmo que os ossos caiam em pedaços, não arredarei os pés daqui, até que encontre o caminho da iluminação." Essa foi a sua determinação.

Tem a firme proposta de encontrar a verdade. Foi deveras uma luta intensa e incomparável. Sua mente, abrigava pensamentos complexos e a escuridão persistia em toldar sua mente. Mas, suportou todo tipo de assédio dos demônios e serenamente, conseguiu, aprimorando o processo de percepção, sobrepujá-Ios.

Vence todos os apetites humanos e vence todos os defeitos naturais.

Atinge a compreensão da verdade, da natureza da vida e do carma que a rege. Sua mente desanuviou-se e ficou tão clara como a aurora.

Aos 35 Anos de Idade, no dia 8 de dezembro de 428 a.c. concretiza, então, a Suprema Iluminação. Sidhatha Gautama desaparece para dar lugar ao Buda, o Iluminado.

Ciente de sua responsabilidade para com a humanidade, retorna aos bosques, onde viviam os cinco monges, em busca de seus antigos companheiros de vida ascética e pronuncia seu primeiro ensinamento, o "Sermão de Benares."

4 comentários:

Juliana disse...

Buda é um mito?

Juliana disse...

Buda é um mito?Porque?

peu disse...

estoria interessante

Brasiliense disse...

Teria como vocês me informarem de que fonte vocês tiraram a história da personalidade Buda?